Renato Kuyumjian não conseguia trazer as clientes para a loja. Então, passou a ir até elas
Vender é com o paulista Renato Kuyumjian mesmo. “Minha mãe fala que
quando eu era criança eu vendia até meus presentes de aniversários”, diz
o empreendedor, hoje com 29 anos.
Após se formar em administração pela Fundação Armando Alvares Penteado
(FAAP), ele trabalhou como algumas marcas do varejo tradicional de moda
até que, em 2009, decidiu abrir seu próprio negócio.
Foi assim que nasceu a Quinta Valentina,
uma loja de sapatos femininos. Na época, segundo Kuyumjian,
consultorias de franchising apontaram que Goiânia era a cidade
brasileira que tinha as melhores oportunidades, pois tinha um mercado
carente no segmento de calçados.
O empreendedor apostou alto: abriu a loja em um espaço de 1000 metros
quadrados em um bairro nobre de Goiânia e investiu em marketing para a
inauguração do negócio. Tudo parecia certo, porém um detalhe que
Kuyumjian deixou passar quase colocou tudo a perder. “Fizemos o
marketing e montamos uma loja focada no público A e B, mas acabamos
comprando produtos de qualidade inferior”, afirma. “As clientes até
compravam, mas não retornavam. Não conseguíamos fidelizá-las à loja.”
Assim que percebeu que o produto não condizia com o público, o
empreendedor decidiu liquidar o estoque e foi para o Rio Grande do Sul,
centro da indústria calçadista brasileira, para descobrir quem eram os
maiores e melhores fabricantes de sapatos femininos. Ele mudou os
fornecedores da Quinta Valentina, levou novos produtos para a loja, mas
não adiantou, o público-alvo já sabia que ali não encontraria o que
procurava.
Kuyumjian decidiu que era o momento de optar por um plano B. Ele
contratou uma nova gerente que já conhecia as formadoras de opinião de
cidade para trazê-las para a loja. Como muitas dessas clientes não
tinham tempo para ir até a Quinta Valentina, a gerente passou a ir até
elas com os produtos. Após alguns meses seguindo a estratégia, 30% do
faturamento do negócio já correspondia às vendas em domicílio.
“Percebi que compensava muito mais fazer a venda em casa do que manter a
loja, que me custava R$ 40 mil por mês”, afirma o empreendedor. Ele
fechou a Quinta Valentina em Goiânia e voltou para sua cidade natal, São
José dos Campos, em São Paulo, onde começou uma nova fase do negócio.
Atualmente, a Quinta Valentina é uma rede de franquias. Como o foco é a
venda direta personalizada, os franqueados – em sua maioria, mulheres
ou casais – podem se dedicar à atividade parcialmente ou em tempo
integral. O investimento inicial é de R$ 16 mil, já com a taxa de
franquia, a estrutura necessária e o estoque inicial.
A Quinta Valentina possui 52 franqueados em atuação, além de mais de
200 candidatos em processo de avaliação. “Procuramos pessoas que saibam
se motivar, já que a venda em domicílio é solitária. E somos exigentes
na seleção porque queremos pessoas que façam acontecer. Muitas
franqueadoras querem crescer rápido, vendem a franquia para pessoas que
não têm perfil e começam a quebrar”, afirma.
Via http://revistapegn.globo.com/ - Por Priscila Zuini com Isabela Moreira
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